A crônica da quarta rodada da Olimpíada de Xadrez de 2024
Algumas pessoas dizem: depois da tempestade...
O Brasil enfrentou a África do Sul no absoluto e mais uma vez vimos que xadrez, apesar da ironia, não é preto no branco. Vencemos por 2,5-1,5 em partidas muito boas e difíceis. Renato Quintiliano segue invicto após dar um xeque-mate artístico no tabuleiro; na primeira Olimpíada que joga, faz ótimo torneio.
Vitória crucial, num ponto-chave da Olimpíada, conforme nos aproximamos da metade do torneio. Puxamos a Sérvia, e na mesa 1, possivelmente teremos um jogão entre Luis Paulo Supi e Alexandr Predke. No último embate, em Abu Dhabi há um mês, Supi saiu vitorioso.
Budapeste, a linda capital húngara, foi tomada pela força lusófona no absoluto de hoje.
Portugal venceu bem Jersey e Angola passou pelo Haiti; Cabo Verde e Moçambique passaram pelos seus adversários Eritreia e Ilhas Cayman, respectivamente.
É a bonança que nossos atletas conquistaram na quarta rodada no absoluto. Boas vitórias. Todos precisávamos disso. Há dia para poesia e há dia para determinação; hoje é o segundo.
No feminino, grandes vitórias de Terao, Librelato e Alboredo para confirmar o 3-1 contra a Bolívia. Excelente também a vitória de Angola sobre a Etiópia.
... depois da tempestade, vem outra maior ainda, contradizendo o dito popular; essa veio em forma de grandes oponentes. O desafio é o combustor. É necessário foco o tempo todo. Apertem os cintos e vamos pra cima deles.
Fotos: Maria Emelianova / PhotoChess
*ontem não postei a crônica aqui, mas você pode lê-la na íntegra em nosso canal do YT.