Zona de Conforto: Herói ou Vilã?
Olá pessoal!
Começo o post de hoje, com uma viajem para uma experiência vivenciada por mim, por volta das 17h do dia 17/11/2017, onde após minha partida contra o MI (hoje GM) Supi nos JAIS, ele me pergunta por que não joguei o lance f6 durante a partida. Imediatamente respondi que tive medo e que preferi jogar um lance mais seguro (zona de conforto), ele prontamente me respondeu, se você quer evoluir no jogo, precisa correr riscos e jogar este lance.
Agora viajo para o dia 22/01/2018, por volta das 18h, onde acabo de perder para o jovem Nathan Filgueiras (hoje MF) no IV Floripa Chess Open, só que meu sentimento não era de frustração (mesmo tendo deixado escapar uma boa posição), o que eu sentia era uma alegria incrível, pois pela primeira vez eu havia jogado o lance f6, ficando totalmente fora da minha zona de conforto, mas pela primeira vez com chances reais de acertar um jogador bem mais forte do que eu.
Agora mais uma viagem, desta vez para o dia 15/11/2019, 2º match do JAIS entre Sorocaba x Araraquara, eu na mesa dois (2) de brancas. Onde depois de alguns meses estou jogando novamente o Sistema London (que durante alguns anos foi totalmente minha zona de conforto).
Você pode estar pensando, como assim!? Ele decidiu novamente jogar o confortável, não! Pois pela primeira vez na minha vida eu não me senti confortável jogando este sistema, pois eu estava indo contra mim mesmo! E foi tão engraçado, que com aproximadamente 1h de partida ao retornar do banheiro, eu começo a me questionar, se meu adversário jogar o lance x, o que eu faço? Eu começo a rir, e respondo: - hum... eu tenho este lance ganhando um peão. Pensado e feito, ao chegar à mesa, ocorre justamente isto, meu adversário joga o lance, e eu ganho o peão, daí em diante foi só converter a vantagem e vencer.
Pois bem. O que quero trazer de reflexão hoje com estas histórias:
Primeiro: saía da rotina e de seu conforto, e arrisque fazer coisas novas, por exemplo: cinema e viajar sozinho, abraçar uma árvore, são experiências incríveis. Já no xadrez, jogar uma abertura totalmente diferente do que você está acostumado é uma boa ideia.
Segundo, olhe para atividades que você ama fazer, só que busque fazer de forma diferente, por exemplo: ver a lua com pessoas diferentes, pedir algo totalmente diferente no barzinho que você costuma frequentar, mude o caminho rotineiro que você sempre faz, ou então se atreva a puxar conversa com pessoas novas na fila do banco, vestir uma roupa mais colorida entre tantas outras coisas. No xadrez ouse jogar uma variante diferente, de preferencia um gambito na linha que você está acostumado, sem dúvidas, vai ser bem interessante à experiência.
Pense nisso, busque o novo. E descubra que estar na zona de conforto é bom e seguro, mas estar fora dela é Libertador, Mágico e extremamente Belo!
Desafio você a fazer o teste e me contar depois como foi!
Agora como sempre seguem duas partidas, para exemplificar o que refleti.
Bom e belo divertimento!
