A Mestria dentro do xadrez.
Olá pessoal!
Hoje, depois de muito tempo, ouve o retorno do Circuito Solidário de Xadrez (CSX), que é o maior circuito de xadrez do Brasil. Eu estive presente neste evento, não como jogador, mas sim como treinador, já que alguns alunos disputaram a competição.
Pois bem, a reflexão a seguir, surgiu após uma conversa que surgiu com uma amiga que disputou este evento. Mas antes de adentrar a ela, duas considerações.
- 1ª Se você espera que a reflexão a seguir vá lhe transformar em um titulado no xadrez, sinto muito, mas não irá, mas não se chateie, pois tenho certeza que irá lhe ajudar neste processo.
- 2ª A reflexão é baseada no meu ponto de vista, você tem total liberdade para discordar e inclusive fazer um comentário, para iniciarmos um bate papo sadio sobre o assunto.
Certo, então bora lá!
Quando penso em Mestria no xadrez, não penso na titulação que um enxadrista trás na frente de seu nome. Mas sim, em seu comportamento antes, durante e principalmente após a partida. E hoje no torneio presenciei algumas cenas, que quero trazer para vocês, com algumas reflexões baseadas no que acredito sobre conduta e comportamento do jogador.
Primeira cena: Uso indevido da máscara.
Reflexão: Estamos vivendo ainda um ambiente de Pandemia, não à toa protocolos existem e precisam ser seguidos, e um deles é o uso obrigatório da mascara. Claro que jogar com a mascara é horrível, mas um verdadeiro Mestre no xadrez (e na vida) com toda certeza se adequa a regra e a utiliza.
A meu ver, há outro ponto interessante, por pior que seja utilizar a máscara, é muito pior enfrentar um jogador que não a utiliza. Então minha sugestão é: sempre que você for jogar, e se deparar com um adversário sem a máscara, o force a utilizar. Ele pode e vai espernear, mas exija que a regra seja seguida por todos.
Segunda cena: Pais que acompanham os filhos (as) e ficam ao lado da mesa grudados.
Reflexão: Mamães e Papais, sem dúvidas é incrível para o seu (sua) pequeno(a) o seu incentivo e presença nos torneios. Mas não fique grudado ao lado dele(a) durante as partidas, pois por mais que ele(a) não demonstre, no fundo a pressão colocada é gigantesca. Passar, dar uma olhada na posição, levar um chocolate ou água, tudo bem! Mas ficar plantado durante toda a partida é prejudicial. Você já parou para pensar que muitas vezes o insucesso do seu filho não vem realmente dele, mas sim do quanto você o cobra? Sem contar que às vezes o insucesso dele também pode ser uma projeção do seu próprio insucesso pessoal. #reflita.
Terceira cena: Ganhei e aí digo que meu adversário não sabe jogar.
Reflexão: Sim, Isso que você leu, foi o que realmente ocorreu. O adversário ganhou e mandou: - Para quem não sabe jogar ainda é preciso jogar a abertura desta forma.
Tudo bem que realmente o adversário pode estar aprendendo a jogar, mas independente disto, ter um bom senso ao terminar a partida é extremamente necessário. Você pode e deve sugerir ao seu adversário que ele jogue determinada abertura, ou então, o mostre onde ele se equivocou ou errou. Mas não faça isto de uma forma brusca. Se ele errou a abertura, mostre a ideia correta. Indique um vídeo ou livro que contenha as ideias principais. Se o erro foi no meio de jogo, volte à posição e analise junto com ele novas formas de defesa ou lances possíveis. Sem dúvidas desta forma você ganhará um amigo e um excelente parceiro para futuras partidas.
Essas são apenas 3 cenas, claro que vi muito mais cenas interessantes, mas acredito que a proposta que é refletir sobre a Mestria já estão presente nelas. Abaixo segue uma partida contra o Mestre Everaldo Matsuura, que para mim, é sem dúvidas é o GM mais educado que o xadrez brasileiro já produziu.
P.S. Além de Mestre dentro, ele é um Mestre fora do tabuleiro.
