Como ganhar posições 'ganhas' ?
Uma das maiores dificuldades em um jogo de xadrez é conseguir manter uma vantagem adquirida até o fim da partida. Quando ganhamos uma peça, temos a impressão de que já estamos próximos da vitória, e a realidade mostra que não é bem assim. Da minha experiência, já percebi muitas vezes uma decaída grande de nível por parte do jogador que está com uma grande vantagem.
E porque isso acontece? Acredito que o primeiro motivo é que o jogador que está ganhando fica mais relaxado, menos desconfiado de que pode haver uma reação. E o que está perdendo, pode ficar mais alerta, e sem responsabilidade (isso depende, tem muita gente que desanima rápido) - o que vier depois de um erro enorme, é lucro. Por isso, é importante nunca desistir, pois existe também a ansiedade do jogador que está ganhando, de querer terminar logo a partida.
Em um jogo de xadrez, perder duas peças, como um bispo e um cavalo, significaria mais ou menos ter dois jogadores expulsos em um jogo de futebol. E não é só a contagem material que faz diferença nesse caso, mas é muito mais difícil ter dois jogadores a menos em campo. Imagine você perder a dama no começo, seria mais ou menos o equivalente a perder três jogadores? E jogar um 11 x 8.
Em um esporte como o tênis, por exemplo, onde não há tempo limite, e os próprios pontos que definem o fim do jogo, a vantagem é muito relativa, pois se você estiver ganhando de 2 sets a 0 do Roger Federer, e no 3º set estiver 5 a 0 pra você, com 40 a 0, sacando para o match point, você irá perder 100% das vezes, porque vocês estão em igualdade de condições (não de nível). No xadrez, se você está com dama e duas torres a mais contra o Magnus Carlsen, é muito provável que irá conseguir ganhar, por mais iniciante que você seja, porque ele não terá condições de recuperar, como em um jogo de tênis, onde cada ponto começa do 0.
O clichê mais antigo de todos ainda funciona - tentar manter a calma e não relaxar quando ficarmos em uma posição ganha. É fácil dizer e de dar essa dica, mas na prática, não é bem assim. Esse tipo de dificuldade para converter vantagens acontece ainda mais em jogadores jovens, quando as emoções estão mais à flor da pele.
Bom, mas chega de conversa, vamos a alguns exemplos da prática: A partida 3 tem longas análises, que renderiam muitos exercícios táticos. Um fator muito importante nas partidas 2 e 3 era o apuro de tempo, que é algo muito presente, principalmente nas situações de decisão, no meio-jogo ou em finais.
Partida 1
Partida 5