O Xadrez Brasileiro em 2025
Acabou o ano, vamos fazer um balanço do xadrez brasileiro, individualmente de alguns dos nossos jogadores e jogadoras, vamos começar com os GMs.
Darcy Lima
O lendário GM começou o ano muito bem, sendo campeão do Brasília Chess Open à frente de Fier.
Sua temporada foi bastante razoável: terminou com +16 pontos de rating, venceu Cristóbal que tinha 2600 no Continental, e foi campeão brasileiro sênior.
Seus únicos resultados realmente ruins foram no Mundial Sênior e em um torneio nos Estados Unidos.
Luis Paulo Supi
Não é difícil eleger o melhor torneio do Supi, venceu o Campeonato Brasileiro com 9/11 de forma invicta.
Ele disputou cinco torneios neste ano. Foi vice-campeão no Peres Chess Open, na Argentina. No Continental chegou à última rodada com chances reais de título e terminou em 6º lugar. Também jogou a Copa do Mundo, sendo eliminado na segunda rodada.
Seu único resultado realmente negativo foi na Espanha, no Aberto Internacional de Sants. Encerrou a temporada com +15 pontos de rating.
Yago Santiago
Teve um dos seus melhores anos da carreira, ganhando 37 pontos no geral no ano, voltando pros 2500+. Foi campeão na Alemanha do aberto Schachfestival 2025 Bad Wörishofen.
Terminou o ano sem nenhum resultado negativo.
Krikor Mekhitarian
Krikor passou por um ano mais negativo do que positivo, perdeu 22 pontos no ano, jogou apenas 4 eventos.
Em janeiro obteve seu único resultado positivo o segundo lugar no Zonal 2.4 com aquela vitória espetacular com o Everaldo.
Alexandr Fier
Fier foi novamente o jogador mais ativo do país o que faz ele ter resultados muito bons e alguns nem tanto, ainda assim terminou o ano ganhando 10 pontos de rating.
Fier venceu 7 torneios pensados em 2025, destaque para o Floripa Chess Open o evento mais forte do país, e conseguiu um terceiro lugar no Continental. De resultado negativo o Manaus Chess Open onde perdeu 24 pontos de rating.
Feminino
Kathie Librelato
Kathie iniciou o ano com 2138 e terminou com 2133, apesar de não ter ganho rating venceu pela primeira vez o Campeonato Brasileiro Feminino.
Julia Alboredo
Ela não jogou muito esse ano, mas quando jogou sempre foi bem, ganhou mais de 50 pontos de rating voltando pra 2200+
Juliana Terao
Apesar da queda de rating nos últimos meses, foi um bom ano pra nossa melhor jogadora.
Em janeiro foi co-campeã do Brasília Chess Open e foi campeã do VIII Maraba Chess Open STD entrando pra lista de jogadoras que venceram um aberto. Chegou atingir 2271 de rating ao longo do ano.
Prodígios:
Alguns jogadores que merecem a nossa atenção, Frederico Jardim com 14 anos e 2336 de rating bicampeão gaúcho e fez um grande campeonato brasileiro. Mathias Casalaspro Com 13 anos e 2306 de rating, representou o Brasil nas Olimpíadas sub-16. Arthur Dorneles 10 anos e 2003 de rating campeão sul-americano sub 10. Juliana Figueira Theophilo que com 15 anos e 1923 de rating, empatou com o GM Krikor numa partida excelente.
Resumo
Foi um ano razoável para o xadrez brasileiro, ao mesmo tempo e notório a falta de novos nomes nos escalões mais altos. Espero que 2026 seja ainda melhor. Já em janeiro teremos o Brazil Chess Series - Floripa 2026, de longe o mais forte evento aqui.